A dificuldade de contratação de trabalhadores no meio rural tem levado pecuaristas brasileiros a repensarem a forma como conduzem o manejo nas propriedades. Com equipes cada vez menores e maior rotatividade de funcionários, tecnologias voltadas para o manejo nutricional do rebanho vêm ganhando espaço como alternativa para garantir eficiência e continuidade na produção.
De acordo com o zootecnista e gestor técnico da NutriGanho, Fernando Carlos de Oliveira, a automação do trato nos sistemas de confinamento, TIP e semi confinamento tem se tornado uma estratégia importante para enfrentar esse cenário. Segundo ele, a distribuição de ração sempre foi uma atividade que depende fortemente do trabalho humano, desde o carregamento e mistura dos ingredientes até o fornecimento aos animais.
Fernando explica que, diante da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, muitos produtores passaram a investir em sistemas automatizados e no uso de caixas alimentadoras, que tornam o manejo alimentar mais prático e reduzem a necessidade de equipes grandes no campo.
“O produtor consegue manter a rotina alimentar do rebanho mesmo com menos funcionários. A tecnologia ajuda a garantir que o trato seja feito na hora certa e com a quantidade correta, o que traz mais segurança para o sistema produtivo”, afirma.
Além de reduzir a dependência de mão de obra, os equipamentos também contribuem para a padronização da alimentação. Como os sistemas seguem programações previamente definidas, os animais recebem a dieta correta de forma regular, o que ajuda a estabilizar o consumo de matéria seca e pode melhorar o desempenho dos bovinos em até 30%, além de diminuir desperdícios de alimento.
Outro ponto destacado pelo especialista é o ganho em gestão dentro da propriedade. Muitos equipamentos possuem integração com softwares de monitoramento que registram dados de consumo, formulação das dietas e frequência de trato, permitindo ao produtor acompanhar o desempenho do lote e fazer ajustes nutricionais com mais precisão.
A automação também reduz o desgaste físico das equipes que permanecem na operação, já que tarefas repetitivas e pesadas passam a ser realizadas pelas máquinas. Com isso, os trabalhadores podem se dedicar a atividades de supervisão e gestão do sistema.
Para Fernando Carlos de Oliveira, a combinação entre nutrição estratégica e tecnologia tem se mostrado um caminho natural para a pecuária moderna. “A automação do manejo alimentar representa um avanço na eficiência e na organização da atividade, ajudando o produtor a manter competitividade mesmo diante dos desafios do campo”, conclui.
@nutri.ganho
| Fonte: Panorama Goias comunicação / Imprensa |













