O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) alerta para o risco de leptospirose durante o período chuvoso, quando o contato com água de enxurradas contaminadas aumenta a chance de infecção. Em Goiás, os casos confirmados passaram de 25 em 2024 para 34 em 2025. A doença pode evoluir para quadros graves se não for diagnosticada precocemente. Febre, dor no corpo, dor na panturrilha e olhos avermelhados estão entre os principais sinais de alerta. A orientação é evitar contato com água acumulada e procurar atendimento ao apresentar sintomas após exposição.
Com a intensificação do período chuvoso, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) alerta a população sobre os riscos da leptospirose, uma doença infecciosa que pode evoluir para quadros graves quando não diagnosticada e tratada precocemente. Em Goiás, os casos confirmados aumentaram: em 2025, foram registrados 34 casos, contra 25 em 2024.
Unidade do Governo de Goiás e referência em infectologia no estado, o HDT é gerido pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG). De acordo com a diretora técnica do hospital e infectologista Vivian Furtado, a leptospirose é transmitida pelo contato direto ou indireto com a urina de animais infectados, principalmente ratos, que contaminam a água acumulada em ruas, calçadas e terrenos após as chuvas.
“A bactéria Leptospira consegue penetrar pela pele, mesmo sem cortes ou ferimentos aparentes. Basta o contato com água de enxurrada contaminada para haver risco de infecção”, explica a médica.
O período de incubação da doença varia, em média, de 7 a 14 dias. Os sintomas iniciais costumam se confundir com os de outras viroses, como febre, dor de cabeça e dores intensas no corpo. Um sinal característico é a dor acentuada na panturrilha, além da vermelhidão nos olhos. Em alguns casos, o paciente apresenta melhora inicial, mas, na segunda semana, o quadro pode evoluir para formas mais graves.
Nessas situações, a leptospirose pode causar icterícia, sangramentos e comprometimento pulmonar, com falta de ar intensa, podendo exigir internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “É uma doença potencialmente grave e pode levar à morte, o que reforça a importância da atenção aos primeiros sinais”, alerta Vivian Furtado.
Cuidados e prevenção
A principal forma de prevenção é evitar o contato com água acumulada nas vias públicas durante e após as chuvas. O uso de calçados fechados e impermeáveis é recomendado, especialmente para quem anda a pé ou utiliza transporte coletivo. Crianças devem ser orientadas a não brincar em poças ou enxurradas. “A água da chuva em si não transmite a doença, mas a água parada misturada à sujeira urbana representa risco”, esclarece a especialista.
Outro ponto fundamental é informar ao profissional de saúde qualquer contato com água de enchente. “Como os sintomas são inespecíficos, essa informação é decisiva para que a leptospirose seja considerada no diagnóstico. O tratamento é eficaz, feito com antibióticos, mas depende da rapidez na suspeita clínica”, destaca.
Além dos cuidados individuais, ações estruturais como saneamento básico e descarte adequado do lixo ajudam a evitar a proliferação de roedores. Ao apresentar febre associada a dores intensas no corpo após contato com água de enxurrada, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e relatar a exposição. Informação e prevenção seguem sendo as principais aliadas no enfrentamento da leptospirose.
Sobre o Hospital de Doenças Tropicais “Dr. Anuar Auad”
Referência em média e alta complexidade em Infectologia e Dermatologia Sanitária, em Goiás, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) se destaca pelo atendimento especializado no tratamento de doenças como HIV/Aids, tuberculose, meningite, hepatites virais, tétano e acidentes com animais peçonhentos. O HDT é o único hospital da América Latina, em sua especialidade, a conquistar o selo ONA 3 – Acreditado com Excelência, o mais alto nível de qualidade e segurança da assistência em saúde reconhecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O resultado no ranking reafirma o compromisso do hospital com a qualidade, a eficiência e o cuidado integral à população goiana. Está sob gestão do Instituto Sócrates Guanaes em parceria com o governo do Estado desde o ano de 2012.
Sobre o Instituto Sócrates Guanaes
Com 25 anos de sólida experiência, o ISG é uma Organização Social de Saúde (OSS) sem
fins lucrativos, reconhecida por sua excelência na gestão de unidades públicas e privadas e pelo compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). Sua missão é clara: cuidar e salvar vidas. Atualmente, é responsável pela gestão de oito unidades de saúde em São Paulo e Goiás e está habilitado para atuar com gestão e consultoria em saúde em dez estados e 15 municípios brasileiros.
Para mais informações, acesse www.isgsaude.org.br
Fonte: Comunicação Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT)
Cejane Pupulin
MAC Editora e Jornalismo











